Olá meninas tudo bem?
Bora voltar a estudar?
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Muita gente também me pergunta sobre o folclore e as peculiaridades do mundo árabe, por isso apresento aqui um texto que escrevi para refletirmos sobre o que estamos realmente dançando!!!
Me perguntaram uns dias atrás:
O que faz uma dança ser folclórica, como posso diferenciar ?
Resolvi então compartilhar minha resposta mesmo sendo longa.
Aqui no Brasil percebo muita confusão entre danças folclóricas e dança do ventre com acessórios. Afinal o que faz uma dança ser folclórica?
Um bom exemplo para entendermos é a famosa dança “Said”.
Que faz o “Said ser Said” não é o uso da bengala ou bambu, mas sim o fato de estar representando o “povo Said” e você pode fazer isso com ou sem bengala. Pois, não é apenas o fato de portar um acessório que torna sua dança folclórica.
Está cheio de dança da bengala por ai, e afirmo que não é uma apresentação folclórica somente pelo fato de uma dançarina portar este acessório ou dançar o rítmo Said. Neste caso o que vemos é dança do ventre que foi inspirada em uma dança tradicional e folclórica, assim ela assimilou e incorporou este acessório em sua performance e neste caso o termo é (dança da bengala). A mesma coisa acontece com outras performances em que se usa acessórios ou que foi inspirada em alguma cultura tradicional.
Para que a dança seja considerada folclórica, ela deve representar um grupo, um povo em sua tradição, em todas as suas características que forma sua identidade. Deve ser o conjunto por inteiro, com seus trajes, não apenas rítmo mas também na letra da música que descreve as vivências deste povo, na expressão corporal e facial, na história ou lenda contada nesta dança, deve ser uma manifestação espontânea. É aquela que faz a quem assiste se lembrar do cheiro, do sabor da comida de sua terra, do clima e das sensações vividas na infância, é aquela que faz parte da manifestação de um momento histórico no país ou vilarejo o que for.
Portanto, por favor não negligenciem a dança folclórica, pois em sua alma carrega a memória e a identidade de um povo que é passado adiante. Não é nosso papel como estrangeiras e muito menos temos o direito de interferir, modernizar, descaracterizar ou fazer qualquer interferência principalmente quando esta dança folclórica não nos pertence.
Amigas, estamos lidando com um patrimônio cultural e que é reconhecido pela UNESCO, e não com uma "dança" que é usada para satisfazer o ego ou por apenas entretenimento.
Então, quando estamos dispostas a treinar dança folclórica árabe, por um momento desvincule da mente a dança do ventre, pois assim ficará mais fácil de compreender a complexidade que carrega. Movimentar os quadris faz parte da expressão corporal das mulheres das regiões do oriente e óbvio estará presente na dança folclórica, mas não é por isto que a torna dança do ventre. Afinal em diversas outras modalidades de dança também se usa movimentação com os quadris, no samba, forró, khalige, etc.
Por exemplo:
Me perguntaram uns dias atrás:
O que faz uma dança ser folclórica, como posso diferenciar ?
Resolvi então compartilhar minha resposta mesmo sendo longa.
Aqui no Brasil percebo muita confusão entre danças folclóricas e dança do ventre com acessórios. Afinal o que faz uma dança ser folclórica?
Um bom exemplo para entendermos é a famosa dança “Said”.
Que faz o “Said ser Said” não é o uso da bengala ou bambu, mas sim o fato de estar representando o “povo Said” e você pode fazer isso com ou sem bengala. Pois, não é apenas o fato de portar um acessório que torna sua dança folclórica.
Está cheio de dança da bengala por ai, e afirmo que não é uma apresentação folclórica somente pelo fato de uma dançarina portar este acessório ou dançar o rítmo Said. Neste caso o que vemos é dança do ventre que foi inspirada em uma dança tradicional e folclórica, assim ela assimilou e incorporou este acessório em sua performance e neste caso o termo é (dança da bengala). A mesma coisa acontece com outras performances em que se usa acessórios ou que foi inspirada em alguma cultura tradicional.
Para que a dança seja considerada folclórica, ela deve representar um grupo, um povo em sua tradição, em todas as suas características que forma sua identidade. Deve ser o conjunto por inteiro, com seus trajes, não apenas rítmo mas também na letra da música que descreve as vivências deste povo, na expressão corporal e facial, na história ou lenda contada nesta dança, deve ser uma manifestação espontânea. É aquela que faz a quem assiste se lembrar do cheiro, do sabor da comida de sua terra, do clima e das sensações vividas na infância, é aquela que faz parte da manifestação de um momento histórico no país ou vilarejo o que for.
Portanto, por favor não negligenciem a dança folclórica, pois em sua alma carrega a memória e a identidade de um povo que é passado adiante. Não é nosso papel como estrangeiras e muito menos temos o direito de interferir, modernizar, descaracterizar ou fazer qualquer interferência principalmente quando esta dança folclórica não nos pertence.
Amigas, estamos lidando com um patrimônio cultural e que é reconhecido pela UNESCO, e não com uma "dança" que é usada para satisfazer o ego ou por apenas entretenimento.
Então, quando estamos dispostas a treinar dança folclórica árabe, por um momento desvincule da mente a dança do ventre, pois assim ficará mais fácil de compreender a complexidade que carrega. Movimentar os quadris faz parte da expressão corporal das mulheres das regiões do oriente e óbvio estará presente na dança folclórica, mas não é por isto que a torna dança do ventre. Afinal em diversas outras modalidades de dança também se usa movimentação com os quadris, no samba, forró, khalige, etc.
Por exemplo:
Se você der um guarda-chuva nas mãos de uma passista de samba e ela sair por ai sambando com este acessório. Significa que ela está dançando frevo?
Ambas as modalidades são brasileiras. Agora como podemos classificar?
Outro exemplo: Comum vermos alguém caracterizado como libanês, usando música libanesa e porque está com um bambu nas mãos se apresenta como uma “dança Said.”
Sendo o Said um folclore que representa o povo do Egito.
Então, como que pode apresentar uma dança do Líbano e dizer que é Said ?
Uma vez que você descaracterizou, perdeu sua identidade, perdeu sua memória, você não está representando nenhum folclore, nenhum povo a não ser representando a si mesmo.
No dabke (libanês) também se usa bambu, é um acessório em comum com o Said mas ambos com identificações e razões diferentes.
Uma vez que você descaracterizou, perdeu sua identidade, perdeu sua memória, você não está representando nenhum folclore, nenhum povo a não ser representando a si mesmo.
No dabke (libanês) também se usa bambu, é um acessório em comum com o Said mas ambos com identificações e razões diferentes.
Mesmo no dabke tem regiões de origem diferentes. Árabe não é tudo igual. Líbano e Egito apesar de compartilhar o mesmo idioma são países diferentes, comida, rítmo, trajes, vida,e até mesmo no idioma há algumas diferenças. Cada um com sua vida, cada um com seu folclore, cada um com sua identidade e assim é o mesmo com todos os países.
Como no Brasil, Portugal e outros países que compartilhamos o mesmo idioma português, cada um com suas crenças, suas diferenças mesmo que tendo influências, cada um tem sua identidade.
Ao iniciar estudo de danças folclóricas é necessário relembrar o conceito de "folclore" e também de dar uma olhada no mapa para ver a localização dos países. Não é possível negligenciar tudo que o folclore leva consigo e tornar apenas uma dança para entretenimento.
Lembrar sempre que está lidando com um patrimônio cultural de um povo e a dança é apenas uma parte deste patrimônio.

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